O que ficou em mim do
Leminski, depois de mais de 20 anos? A
presença de Paulo não era comum. Ele
contagiava, agitava,
não dava paz aos espíritos. Nos usava para mostrar incessantemente suas criações que
jorravam como
torneira aberta. Provocava o tempo todo, mas com doçura. Com todo o corpanzil de lutador de karatê, era um
sujeito carinhoso com seus pares. E o
cigarrinho sempre aceso entre os dedos compunha a figura carismática que mantinha o grupo coeso. Tinha um
egocentrismo sem pudor, que não escandalizava nem machucava. Talvez porque não tinha como negar sua
genialidade. Vivemos doces anos,
distraídos por ele.
2 comentários:
Ah, que bom Swain, ir à São Paulo pelos seus olhos, pra ver o Polaco!
Lina, pena vc não estar aqui para ajudar a passar toda a emoção desta noite.
Bjs
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