7.31.2009

AMOR ANTIGO

Acho que foi de tanto apanhar pra desenhar letras nas primeiras agências em que trabalhei, que acabei me apaixonando por tipografia. Um amor que foi só aumentando. Cheguei a desenhar famílias inteiras de fontes para os concursos que a Letraset promovia. Até que conheci as inscrições romanas através de uma revista alemã, Novum Gebraushgraphic, na Biblioteca Pública de Curitiba.

Que limpeza e elegância de tipos, como eles podiam fazer na pedra, séculos atrás, aquilo que eu não conseguia fazer com lápis e papel? Copiei centenas de vezes estas inscrições até incorporar cada detalhe de cada letra. Quis o destino que eu fosse morar um dia em Roma. Passear pelos seus becos e encontrar inscrições era um dos meus maiores prazeres. Fiquei obcecado com a idéia de encontrar um jeito de "extrair" aquelas formas da pedra para algum outro suporte, mas não sabia como. Desta curiosidade nasceu o embrião de uma idéia que realizou um dos meus maiores sonhos. 

5 comentários:

Iara disse...

Eu também, Swain, caramba, como apanhei das letras 7, e pior, arrumar
letras, cantinhos redondos...Hoje adoro trabalhar com letras.
Beijos

Lee Swain disse...

A gente apanhou tanto anos pra aprender a desenhar letra, daí vem o illustrator e resolve tudo... não é justo...

Anônimo disse...

Hahaha, mas isso de letra não é pra ilustrador, eu como te disse, me bati um montão...;-)
Iara

Lee Swain disse...

Que inveja que eu sentia daquele japa que desenhava letra como quem tirava doce de criança...

Iara disse...

Ah, na Exclam tinha o Fumil, ( acho que era esse o nome), cara ele desenhava as letras com um pé nas costas, quanto mais curvas e dificuldades, melhor, esse amor pelo detalhe ninguém tira deles...;-)